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Desemprego cai à menor taxa em 13 anos e pequenos negócios lideram as contratações

14/08/2026

A economia brasileira registrou mais um marco com participação direta dos pequenos negócios: o país tem a menor taxa de desocupação dos últimos 13 anos, período em que o indicador passou a ser medido. No trimestre entre abril e junho de 2025, o desemprego ficou em 5,8%, recuo de 1,2 ponto percentual ante o trimestre anterior (7,0%) e de 1,1 ponto na comparação com o mesmo período de 2024. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Mensal foram divulgados na quinta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento também apontou recorde na taxa de participação na força de trabalho, de 62,4%, enquanto o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões. "Trata-se da menor taxa de desemprego já registrada no país. Todo o cenário é favorável", afirmou Décio Lima, presidente do Sebrae.

Entre abril e junho de 2025, cerca de 6,3 milhões de pessoas estavam desocupadas. Na comparação com o trimestre móvel anterior, o indicador caiu 17,4% — o equivalente a 1,3 milhão de pessoas a menos. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, a redução foi de 15,4%.

Os pequenos negócios, que já respondem por cerca de 26,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, também puxam a geração de empregos. Somente em 2025, microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte contrataram mais de 635,7 mil pessoas — mais de 60% das carteiras assinadas.

Informalidade e mais renda

A PNAD Contínua mostrou ainda que a taxa de informalidade foi de 37,8%, o que corresponde a 38,7 milhões de trabalhadores informais. O índice ficou abaixo do registrado no trimestre móvel anterior (38%) e no mesmo trimestre de 2024 (38,7%). O número também reflete a quantidade de pequenos negócios abertos no primeiro semestre: 2,6 milhões de CNPJs.

Por fim, o rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhadores alcançou R$ 3.477 no segundo trimestre, alta de 1,1% ante o primeiro trimestre de 2025 e de 3,3% na comparação com o mesmo período de 2024. A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 351,2 bilhões, avanço de 2,9% no trimestre.


Fonte: Com informações de Agência Sebrae

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